O governador Ibaneis Rocha oficializou, neste sábado (28), sua renúncia ao comando do Governo do Distrito Federal (GDF) durante as celebrações pelos 55 anos de Ceilândia. O gesto, carregado de simbolismo, ocorreu em meio a uma das festas mais tradicionais da cidade e marcou o encerramento de uma gestão reconhecida por obras estruturantes, forte presença administrativa e diálogo direto com a população.
A escolha de Ceilândia para o último ato como chefe do Executivo não foi casual. Ao contrário, foi um recado claro. Ibaneis decidiu fechar seu ciclo onde pulsa uma das maiores expressões da identidade popular do Distrito Federal. Ao destacar o caráter nordestino da cidade e sua importância histórica, o agora ex-governador reforçou uma narrativa que acompanhou toda a sua gestão: governar olhando para as pessoas, sobretudo aquelas que constroem o DF no dia a dia.
A despedida aconteceu durante a tradicional costelada na Praça da Bíblia, cercada por moradores, lideranças comunitárias e apoiadores. Um cenário que mistura política e pertencimento — algo que, ao longo dos anos, se tornou uma das marcas do governo.
Ao longo do mandato, Ibaneis consolidou a imagem de “o homem de obras”, com investimentos robustos em infraestrutura, mobilidade urbana, saúde e geração de empregos. Intervenções em vias estratégicas, ampliação de equipamentos públicos e projetos voltados à melhoria da qualidade de vida ajudaram a moldar uma gestão com foco prático, visível e mensurável.
Mas não foi só cimento e asfalto. O discurso de proximidade também se traduziu em ações sociais, programas de inclusão e presença constante nas regiões administrativas. Esse conjunto fortaleceu a percepção de um gestor acessível, que entende as demandas da população — o que lhe rendeu o reconhecimento como “o homem que ama o brasiliense”.
Nesse contexto, não é exagero dizer que Ibaneis Rocha deixa o GDF se igualando em eficiência e popularidade ao governador Joaquim Roriz, figura histórica da política local conhecida justamente pela capacidade de executar obras e manter forte conexão com o povo.
A programação de aniversário de Ceilândia, que incluiu desfile cívico-militar, apresentações culturais e atividades comunitárias, serviu como pano de fundo ideal para esse momento. Não apenas como festa, mas como símbolo de continuidade: a cidade segue, o governo muda, mas o impacto da gestão permanece.
Ao deixar o cargo, Ibaneis Rocha encerra um ciclo político relevante, com uma marca clara: uma administração que priorizou resultados concretos sem abrir mão do contato direto com a população. Em um cenário político cada vez mais volátil, essa combinação ajuda a explicar por que sua gestão sai com índices sólidos de aprovação e um legado que seguirá sendo debatido — e, inevitavelmente, comparado — nos próximos anos.